Resumo da semana de 13 a 19 de junho

13.06

No dia 13 de junho, participamos de três reuniões longas no auditório do Sindipetro Bahia:

10:00h – Reunião da ArtSind Petroleira da Bahia;
14:30h – Reunião Extraordinária do Plenário do Sistema Diretivo do Sindipetro Bahia, e;
17:30h – Reunião de Planejamento de Articulação com os Sindicatos.

Muita Conversa e Articulação para vencermos as dificuldades impostas pela conjuntura.

14.06

Terça-feira foi um dia de solidariedade aos Metalúrgicos de Feira de Santana que tiveram seu sindicato usurpado e entregue a um grupo que não defende os trabalhadores, mas seus próprios interesses.

Esperamos que a Justiça do Trabalho faça Justiça, de fato, e julgue de forma que a categoria escolha a sua nova diretoria exercendo o sagrado direito do VOTO.

Eleição sem permitir que a Categoria Metalúrgica escolha os seus representantes é mais um GOLPE à Democracia Operária.

O princípio da independência e autonomia sindical precisa ser respeitado!

Somos FORTES, somos CHAPA 1, somos CUT!

 

 

Dia 16, foi dia de reuniões da CNPBz – Comissão Nacional Permanente do Benzeno.

Pela manhã, participamos da reunião da Bancada d@s Trabalhador@s com representantes dos GTBs do Sistema Petrobrás, Petroquímicos e de Postos se preparando para a reunião com as bancadas do Governo e Patronal.

Pela tarde, a reunião entre as bancadas foi bastante tensa tendo, infelizmente, como sempre, a Bancada Patronal obstruindo o processo de negociação, dessa vez não permitindo avanços para a proteção da saúde d@s trabalhador@s dos postos de revenda de combustíveis e da população que abastece seus veículos.

Amanhã, a luta continua na mesa de negociação tripartite, pela manhã, e na Plenária d@s Trabalhador@s com o Governo, na CNPBz.

JUNTOS somos mais FORTES!!!

17.06

Foi realizado nos dias 15 a 17 de junho a reunião da Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz).

No dia 15, foi feita a visita de campo à Refinaria de Capuava (RECAP), onde a comissão achou como uma boa prática a cobertura da Estação de Tratamento de Despejos Industriais (ETDI) e, também, as novas instalações do Laboratório, onde o GTB da RECAP ficou encarregado de elaborar uma apresentação para o encontro nacional de GTBs a ser realizado em dezembro.

Nos outros dois dias, as bancadas se mantiveram em reuniões tratando dos temas relacionados a saúde e segurança dos trabalhadores, como problemas de descumprimento do ANB em unidades da Petrobrás (RPBC, REMAN, RLAM e RNEST – Abreu e Lima) e a finalização dos trabalhos da Sub Comissão dos Postos de Revenda de Combustíveis que apresentou a CNPBz o texto final de uma portaria a ser aprovada pelo MTE para maior proteção dos trabalhadores desse segmento e da população que abastece veículos nos postos.

O principal avanço com essa portaria será a instalação de bombas de abastecimento com recuperação de vapores orgânicos, dentre outras melhorias, em prazos negociados. Esse documento final, ainda, será mais uma vez analisado pela Bancada Patronal que dará um último retorno para a CNPBz.

Nenhum Direito a Menos!!!

Quem te representa?

A notícia de que a Petrobrás pretende reduzir a jornada de trabalho e salários dos funcionários ganhou repercussão nacional e deixou os trabalhadores e trabalhadoras mais uma vez preocupados.

O jornal Estadão foi o primeiro a publicar a informação, ainda no dia 13 de junho. “ A estatal quer reduzir a jornada de trabalho para 6 horas e os salários em 25%. Numa primeira tentativa, diante da resistência dos sindicatos, Bendine abandonou o plano. Mas, seu substituto, Pedro Parente, dá como certo que conseguirá promover as mudanças que integram o programa de ajustes das finanças”.

No dia 14, O Globo publicou: “A Petrobras pode voltar a discutir a redução de salários e jornada de trabalho de funcionários, segundo a assessoria de imprensa da empresa. A mudança no regime de trabalho seria opcional. Segundo a Petrobras, a proposta foi apresentada no Acordo Coletivo de Trabalho da Petrobras de 2015, e as entidades sindicais solicitaram mais discussão sobre o assunto em comissão específica. “Este ano esta proposta poderá fazer parte das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2016”, segundo a empresa.”

Ainda no dia 14, o Valor postou “A Petrobras poderá propor aos sindicatos a redução de jornada e a consequente diminuição de salário nas negociações do acordo coletivo de trabalho (ACT) de 2016, informou a estatal nesta terça-feira. De acordo com a companhia, a proposta seria opcional para os empregados do regime administrativo.”

A repercussão continuou no jornal O Povo que publicou “A Petrobras pretende retomar as negociações com os empregados para executar mudanças no acordo coletivo propostas em 2015, ainda durante a presidência de Aldemir Bendine. Numa primeira tentativa, diante da resistência dos sindicatos, Bendine abandonou o plano. Mas seu substituto, Pedro Parente, dá como certo que conseguirá promover as mudanças, que integram o programa de ajuste das finanças. A Companhia quer diminuir a jornada de trabalho para 6 horas e as remunerações em 25% dos empregados.”

É importante lembrar que a proposta feita por Bendine em 2015, foi impedida após a greve de 13 dias realizada pelos petroleiros em novembro. “Não vamos admitir que aconteça um retrocesso como esse, precisamos nos unir e resistir a esse absurdo que Pedro Parente quer fazer com a nossa empresa”, diz Deyvid Bacelar.

Deyvid afirma que é a favor da redução de carga horária para os petroleiros, mas sem a redução salarial.

Se não bastasse isso, ainda nesta semana foi descoberto que um dos membros da Chapa que representa os trabalhadores no CA da Petrobrás, recebeu promoção para gerente, depois da titular votar a favor de Pedro Parente para a presidência da Companhia.

Qual é a real intenção dessa promoção? Será que os trabalhadores estão sendo bem representados dentro do Conselho de Administração? Para você trabalhador@ um Conselheiro suplente que virou gerente vai defender os seus direitos? ?

Precisamos ficar atentos para as manobras que a atual gestão da Petrobrás está tomando, juntamente com o CA da Estatal. Vamos continuar acompanhando, fiscalizando e impendindo que algumas decisões sejam tomadas. A Petrobrás é nossa e não vamos aceitar a privatização como única forma de resolver os problemas, alerta Deyvid.
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Você conhece o novo gerente da Petrobrás?

Um dos membros da Chapa que representa os trabalhadores no CA da Petrobrás, recebe promoção para gerente, depois da titular votar a favor de Pedro Parente Entreguista para a presidência da Companhia.

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Deyvid participa de ato em defesa da democracia

Nenhum direito a menos

Por Sindipetro Bahia

O novo presidente da Petrobrás indicado pelo governo interino e golpista de Temer, já está mostrando a que veio. O jornal Estadão afirma em matéria publicada em seu site no dia 13/06, que a estatal vai propor a seus empregados reduzir a jornada de trabalho para 6 horas e os salários em 25% e ressalta que “Pedro Parente dá como certo que conseguirá promover as mudanças que integram o programa de ajustes de finanças”.

Segundo a fonte consultada pelo jornal “com a mudança de cenário, principalmente política, há espaço para retomar a proposta de mudança do acordo coletivo”. Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, é bom deixar claro que não existe esse espaço para se reduzir ou abrir mão de direitos.
Ele lembra que já houve uma tentativa feita por Bendine no ano passado, mas que foi rechaçada com a greve de 13 dias realizada pelos petroleiros em novembro de 2015.

Amparados e respaldados por um Congresso conservador e uma mídia que age como se fosse um quarto poder, o governo golpista já começa, em pouco tempo, a destruir 13 anos de muitas conquistas, inclusive para os petroleiros.

A lógica dos golpistas é o retrocesso, a redução de direitos, é tirar dos trabalhadores e aumentar a margem de lucro do empresariado e do acionista. O discurso utilizado para justificar essa retirada de direitos é a “crise”, que a “Petrobrás está quebrada”, etc.

Deyvid é enfático ao dizer que os sindicatos cutistas sempre tiveram como bandeira histórica de luta a redução de jornada SEM redução de salário. “Parente quer desmontar o Sistema Petrobrás, já estão à venda os Terminais e as Termelétricas do Ceará e do Rio de Janeiro e os campos terrestres.

Nossa greve, em 2015, foi importante, sim, para garantir nosso Acordo Coletivo, nossas conquistas sociais. A partir de agora, nossos empregos estão em risco e as negociações do acordo de trabalho serão difíceis”, alerta Deyvid. Para ele a categoria petroleira precisa ter consciência de que só há uma saída: a resistência.

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