Mais de 60% dos brasileiros são contra privatizações

60%

Quase 61% dos brasileiros são contra privatizações

Por Terra
A maioria dos brasileiros é contra a privatização de empresas estatais. A constatação é de uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, feita com exclusividade para O Financista. A pesquisa ouviu 2.020 pessoas maiores de 16 anos em 158 cidades de 24 Estados, mais o Distrito Federal. Do total, 60,6% dos entrevistados declararam-se contra privatizar as estatais; 33,5% são favoráveis; e outros 5,9% não souberam ou não opinaram.

SAIBA MAIS
Apesar de todo o desgaste na imagem da Petrobras, epicentro da Operação Lava Jato, os brasileiros apoiam sua permanência nas mãos do governo: 63,3% são contra sua privatização; 31,1%, a favor; e 5,6% não souberam ou não opinaram.
Apesar de todo o desgaste na imagem da Petrobras, epicentro da Operação Lava Jato, os brasileiros apoiam sua permanência nas mãos do governo: 63,3% são contra sua privatização; 31,1%, a favor; e 5,6% não souberam ou não opinaram.

A questão apresentada aos participantes foi: “Com o objetivo de melhorar a situação econômica do Brasil, o governo Michel Temer planeja vender, ou seja, privatizar algumas empresas e ativos estatais. O Sr(a) é a favor ou contra essa medida?”

A enquete também avaliou a posição dos entrevistados em relação à venda das principais estatais federais. Apesar de todo o desgaste na imagem da Petrobras, epicentro da Operação Lava Jato, os brasileiros apoiam sua permanência nas mãos do governo: 63,3% são contra sua privatização; 31,1%, a favor; e 5,6% não souberam ou não opinaram.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também enfrentaria resistências, caso o governo a transferisse para o controle privado: 62,4% são contra sua venda; 32,3%, a favor; e 5,3% não souberam ou não opinaram.

A privatização dos bancos públicos é a que desperta maior rejeição. Quando indagados sobre uma eventual privatização do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica, 67,5% dos participantes declararam-se contrários; outros 26,8% são a favor; e 5,7% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa foi realizada entre 20 e 23 de julho, por meio de entrevistas pessoais. Segundo o instituto, o grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2%.

O Financista – Todos os direitos reservados

Nota da AEPET à sociedade brasileira – A venda da Petrobrás Distribuidora (BR)

Data: 25/07/2016

Fonte: AEPET

A decisão de venda do controle da Petrobrás Distribuidora (BR), anunciada pelo Conselho de Administração da estatal, é o início do desmonte e privatização da Petrobrás. O motivo alegado é a venda de ativos para redução da dívida da empresa de cerca de R$ 450 bilhões, acumulada por decisões de seu acionista majoritário e controlador, a União Federal, para exportar o petróleo do pré-sal no prazo o mais rápido possível, além de subsidiar o preço dos derivados para controlar a inflação.

2. Dirigentes da companhia afirmam que vender o controle acionário da BR não é privatização. Alegam que a Petrobrás manterá a maior fatia do capital total e que a medida visa maximizar o valor da transação, enquanto os objetivos estratégicos estariam assegurados. É evidente que esses argumentos não se sustentam considerando que é o controlador quem determina a estratégia e a gestão da companhia. Entregar o controle da BR Distribuidora é privatizá-la, não há como garantir que os interesses estratégicos da Petrobrás serão preservados.  O fluxo de caixa futuro será comprometido e a imagem da Petrobras para os consumidores dependerá da gestão de terceiros. O abastecimento de todo o território nacional pode ficar comprometido diante do interesse privado e de curto prazo do acionista controlador.

3. A valorização internacional do dólar, com a consequente queda do preço do petróleo e desvalorização do real, a meta de produção inadequada, a construção simultânea de duas refinarias (RNEST e COMPRJ, sem contar as refinarias Premium do Maranhão e Ceará para exportação de diesel, abortadas na terraplenagem, somadas à ação criminosa de políticos, empreiteiros e executivos de aluguel, além do prejuízo de 80 bilhões de reais pelos subsídios aos combustíveis para controle inflacionário, construíram a dívida atual.

4. Os seguidos balanços com absurdos valores de “impairment” (reavaliação do valor de ativos), inclusive dos campos de produção, que não estavam à venda, construíram a imagem dos prejuízos contábeis. As grandes empresas internacionais, apesar da queda do preço do barril de petróleo, não fizeram desvalorizações de seus ativos nos níveis praticados pela Petrobrás. Até porquê sabem que este preço oscila. Em 2015 a Petrobrás registrou lucro bruto de R$ 98,5 bilhões e tem mais de R$ 100 bilhões em caixa. No entanto, estes resultados foram transformados em um prejuízo contábil de R$ 34,8 bilhões pela reavaliação de ativos.

Aliás, é o que os compradores esperam que seja feito – vender ativos em período de baixa – para que os repassem mais à frente com grandes lucros privados e prejuízos da Petrobrás, seus acionistas e o país.

5. O problema da dívida está sendo resolvido com o alongamento de prazos e empréstimos com contrapartida em petróleo a ser produzido. A Petrobrás tem reservas e novas plataformas entrando em operação, vantagem estratégica na relação com credores e países dependentes de petróleo importado.

A recente desvalorização do dólar, com a recuperação do preço do barril de petróleo e a valorização do real já fez mais para a solução da dívida do que a venda de ativos. A alienação dos ativos fragiliza a integração corporativa, compromete o fluxo de caixa futuro e submete a companhia a riscos desnecessários.

6. Que sentido faz vender a BR, líder no segmento de distribuição, abastecendo o mercado nacional e imagem da Petrobrás diante do consumidor? O mercado interno de distribuição é altamente competitivo com mais de 200 empresas de diferentes portes buscando apenas o filé dos grandes centros urbanos.

O que dizer da geração de energia elétrica, abastecimento de hospitais, aeroportos e das Forças armadas nos lutares mais distantes? Seriam deixados à própria sorte se não fosse a Petrobrás Distribuidora.

7. A Petrobrás só é forte devido ao Brasil e seu mercado interno e por sua integração do poço ao posto. Do petróleo do pré-sal, passando pelos terminais, dutos, refinarias, distribuidora e postos, há uma rede integrada altamente complexa, cheia de riscos, imprevistos e problemas operacionais que o consumidor não vê ao abastecer seu carro, pegar seu ônibus, ligar seu fogão ou ar condicionado, e ter seu alimento à disposição nos supermercados.

Imagine-se sem esta energia da gasolina, diesel, gás de cozinha abastecendo com segurança e regularidade o país.

8. Estão vendendo os dutos que distribuem os derivados por todos o Brasil, construídos e utilizados pela Petrobrás. Agora, é a vez da distribuidora e seus postos.

Com a empresa desintegrada, sua força – fonte de geração de caixa para seus investimentos, descoberta de petróleo e gás, manutenção de suas reservas e produção, de sua tecnologia em águas profundas respeitada internacionalmente – se esvairá rapidamente.

 

9. Enquanto o preço do barril de petróleo esteve elevado, a principal fonte de lucros era o segmento de produção, com a queda de seu preço, o lucro transferiu-se para o Abastecimento – as refinarias, o transporte e a comercialização – que em 2015 responderam por R$ 46 bi do lucro bruto. Isto significa integração.

Desintegrada, produtora apenas de petróleo, estaria com sérios problemas de sobrevivência. Durante alguns anos, as refinarias operavam com reduzida margem de lucro, hoje são as principais responsáveis pelo fluxo de caixa da companhia.

10. É o cenário que se desenha para a empresa ao desintegrá-la, vendendo-a em partes e entregando o pré-sal, última grande descoberta disponível para as grandes empresas internacionais e países desenvolvidos para garantirem seu abastecimento. O fim do regime de partilha, maximizando a riqueza do petróleo para o Estado brasileiro, completará o quadro, transferindo a propriedade do petróleo para o consórcio das empresas produtoras. Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais. O Brasil corre o risco de entrar em novo ciclo do tipo colonial.

11. Passaremos a importar os equipamentos e serviços, técnicos especializados, plataformas alugadas, gerando no exterior os empregos que faltam aos brasileiros desempregados e frustrados.

Com o real valorizado pela exportação do petróleo do pré-sal alguns poderão consumir produtos importados a baixo custo produzidos na Índia, China, Taiwan, Cingapura, com mão-de-obra análoga a escrava, sem direitos sociais. Os mais afortunados frequentando Miami e Paris para as compras, drenando os dólares recebidos.

Em seguida, o consequente desemprego, especialmente para o trabalho especializado e qualificado, pela falta de competitividade das empresas brasileiras com a valorização da moeda nacional.

Sepultaremos mais uma vez a chance de ter um país desenvolvido, sem desemprego e menos desigual.

12. Enquanto países como a Noruega constroem seu futuro, usando o petróleo como fonte de recursos para fortalecerem suas empresas, gerando empregos de alto nível no país e depositando os recursos em um fundo para garantir as gerações futuras de seus filhos e netos – afinal a riqueza de hoje não pertencem apenas a eles – nossos políticos, governos e homens públicos preferem torrá-lo em uma festa inconsequente e em viagens ao exterior, garantindo o apoio de seus pares.

A sociedade brasileira não pode permitir que este crime contra o país e a Petrobrás seja levado adiante.

Rio de Janeiro, 25 de julho de 2016

Diretoria da AEPET

 

Novo recorde de produção de Petróleo e Gás

25

Resumo da semana de 18 a 24 de julho

Segunda, como sempre, dia de reuniões na sede do Sindipetro Bahia. Pela manhã, tivemos a reunião da comissão de controle de custos e reforma administrativa e, à tarde, reunião da Diretoria Executiva, tratando de demandas da Categoria Petroleira.

19.07 1 19.07

Dia 19 às 7h, fizemos uma Assembleia para aprovação da GREVE POR TEMPO DETERMINADO DE 5 DIAS nos Campos Terrestres de Produção de Petróleo e Gás da Petrobrás no ES, BA, SE/AL, RN e CE/PI.

Gilson Sampaio, André Araújo, Ari, Serrinha, Eliú mais duas companheiras pensionistas de Catu fizemos uma boa e rápida assembleia com boas falas e algumas reclamações dos trabalhadores sobre a ausência do Sindipetro Bahia nessa remota base.

Apesar desse pequeno desgaste, o resultado dessa Assembleia aprovando a GREVE foi:
A favor: 16
Contra: 10
Abstenções: 06

19.07 tarde

Terça-feira à tarde, fizemos a última assembleia nas bases da Petrobrás em Campos Terrestres de Produção de Petróleo e Gás da Bahia para deliberação sobre a GREVE DE 5 DIAS nos Campos Terrestres da Petrobrás no Nordeste e Norte do Espírito Santo.

Saímos da Base de Fazenda Bálsamo, próximo à Esplanada e Cardeal da Silva (Norte da Bahia) com o resultado de 12 votos a favor da GREVE POR TEMPO DETERMINADO, 3 votos contrários e 5 abstenções.

A cada dia que passa, a Categoria Petroleira demonstra compreender o tamanho das ameaças que nos afligem, no atual governo ilegítimo e golpista, e a capacidade de mobilização e luta que está guardada para o momento de nossa reação!

Vamos à luta juntos, pois JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!!!

DEFENDER A PETROBRÁS É DEFENDER O BRASIL!

20.07

Dia 20, organizamos uma boa assembleia com a Turma 1 do turno de revezamento informando sobre a pauta de reivindicações e o calendário de lutas aprovado na PLENAFUP, o resultado das assembleias de aprovação da GREVE DE 5 DIAS dos Campos Terrestres, os novos anúncios de privatização de ativos do Sistema Petrobrás, bem como deliberando sobre a GREVE GERAL chamada pela CUT e demais Centrais Sindicais para a segunda quinzena de agosto.

 

20.07 tar 20.07 tarde

Depois da Assembleia realizada pela manhã, na primeira Refinaria do Brasil, Refinaria Landulpho Alves Mataripe, participamos do SEMINÁRIO ESTADUAL DE FINANÇAS DA CUT BAHIA com o objetivo de discutir a nova legislação tributária e fiscal, os seus impactos no mundo sindical e o processo de adequação como estratégia organizativa a fim de superar este desafio.

Bom seminário com Presidentes, Coordenadores Gerais, Tesoureiros, Diretores Financeiros e Contadores de diversos sindicatos do estado da Bahia, fazendo nesses dois dias uma avaliação da conjuntura política e econômica do País e o momento histórico que vivemos e a partir daí construirmos em conjunto um calendário e uma agenda política.

21.07

Quinta-feira, fizemos uma excelente assembleia setorial com os trabalhadores e trabalhadoras da Transpetro na BACAM – Base de Camaçari (Pólo Petroquímico) sobre a pauta de reivindicações e o calendário de lutas aprovado na PLENAFUP, o resultado das assembleias de aprovação da GREVE DE 5 DIAS dos Campos Terrestres, os novos anúncios de privatização de ativos do Sistema Petrobrás, bem sobre a GREVE GERAL chamada pela CUT e demais Centrais Sindicais para a segunda quinzena de agosto.

21.07 tarde

Durante a tarde, participamos de uma importante reunião na Gerência do Ministério de Trabalho e Emprego em Camaçari para retomar os trabalhos da Comissão Estadual do Benzeno da Bahia.

Estiveram presentes representantes do SINDIPETRO BAHIA (Deyvid Bacelar e Gilson Sampaio), SINDIQUÍMICA BAHIA, SINPOSBA e DETEN, além de Auditores Fiscais do Trabalho.

Até o final do ano, colocamos como meta a realização de um Seminário sobre o Benzeno e a criação de um Curso Unificado dos GTBs da Bahia.

A vida e a saúde do(a) trabalhador(a) SEMPRE em primeiro lugar.

Mais uma Assembleia na primeira Refinaria do Brasil.

 

Em seguida,  foi a vez da Turma 4 do Turno de Revezamento sobre a pauta de reivindicações e o calendário de lutas aprovado na PLENAFUP, o resultado das assembleias de aprovação da GREVE DE 5 DIAS dos Campos Terrestres, os novos anúncios de privatização de ativos do Sistema Petrobrás, bem como consultando sobre a GREVE GERAL chamada pela CUT e demais Centrais Sindicais para a segunda quinzena de agosto.

22.07

Mais uma Assembleia na primeira Refinaria do Brasil, no dia 22 de julho. Dessa vez, com a Turma 3 do turno de revezamento, minha turma de origem, com a presença maciça dos Petroleiros e Petroleiras e de diretores do Sindipetro Bahia, lotados em outras bases.

Mais uma vez, abordamos sobre a nossa campanha Reivindicatória, o processo acelerado de privatização da Petrobrás, a GREVE DE 5 DIAS nos Campos Terrestres e a construção da GREVE GERAL.

‪#‎VamosPararOBrasil‬

A Classe Trabalhadora está acordando e percebendo as ameaças que estão vindo com os 60 projetos de lei que tramitam com velocidade no Congresso Nacional para retirar direitos trabalhistas, previdenciários e sociais do Povo Brasileiro.

‪#‎RumoAGreveGeral‬

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!!!

22.07 tarde

A tarde, fomos na Usina de Biodiesel da Petrobrás Biocombustíveis SA (PBio), participar de uma  assembleia conduzida pelo companheiro Valter Paixão, diretor de estudos econômicos de nosso sindicato.

Mesma dinâmica das anteriores abordando sobre o cenário de privatização do Sistema Petrobrás, Campanha Reivindicatória e construção da GREVE GERAL.

‪#‎VamosPararOBrasil‬

A Classe Trabalhadora tem o controle da Produção em suas mãos e pode abalar o sistema produtivo capitalista do país!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!!!

22.07 noite

Fechamos a sexta com uma reunião extraordinária da diretoria executiva do Sindipetro Bahia para tratarmos da paralisação do dia 26/07 (dia da entrega da pauta de reivindicações à Petrobrás), contra a privatização dos Campos Terrestres de Produção de Petróleo e Gás na Bahia, ES, SE, AL, RN, CE e PI.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

Petrobrás discute hoje possível ‘fatiamento’da BR Distribuidora

Conselho debaterá hoje ideia de vender postos, lojas de conveniência e serviços financeiros de forma separada

Antonio Pita – O Estado de S.Paulo

RIO – O conselho de administração da Petrobrás avalia nesta sexta-feira, 22, uma proposta para redesenhar a venda da BR Distribuidora, subsidiária de revenda de combustíveis da estatal. Considerada a “joia da coroa” no portfólio da petroleira, a BR poderia se tornar uma holding com diferentes participações da estatal nas áreas de negócio. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, notícias em tempo real do Grupo Estado, o objetivo seria a atração de investidores privados para cada segmento.

A proposta prevê a gestão separada para cada área de negócios, com diferentes composições de capital. O modelo poderia atrair como investidores desde redes varejistas a empresas de energia, combustíveis e bancos – algumas já teriam sinalizado interesse. A divisão em estudo contemplaria a rede de mais de 7 mil postos de combustíveis, lojas de conveniência, serviços de aviação, lubrificantes e serviços financeiros.

Página 1 de 91