Resumo da semana de 08 a 14 de maio de 2017

Iniciamos a semana participando da primeira reunião de hoje, que começou às 9:25h, com a Comissão de Controle de Custos e Gestão Administrativa do Sindipetro Bahia para análise de uma proposta de Consultoria da empresa SMART para diagnóstico e recomendações para a Gestão Administrativa e de Pessoas do sindicato, que receberá uma nova diretoria a partir de julho de 2017.

 

Em seguida, fomos para uma desagradável atividade, mas necessária: audiência na Justiça Comum por causa de uma ação indenizatória contra opositores que cometeram crimes de injúria, calúnia e difamação contra dirigentes do Sindipetro Bahia.

Infelizmente, situações como essa ocorrem em nossas vidas! Mas, vamos em frente!

 

Ainda na segunda-feira a tarde, antes de partir para Curitiba; participamos de uma excelente reunião da Articulação Sindical Petroleira da Bahia, na sede do SINERGIA, discutindo uma pauta estratégica para a condução do Movimento Sindical Petroleiro na Bahia com a busca de uma ampla participação da categoria, inserção nos outros movimentos sociais e apoio às outras categorias.

 

No dia 09,  iniciamos a jornada de lutas dos Movimentos Sociais e Centrais Sindicais, em Curitiba, com um belo ato em memória ao Camponês Antônio Tavares assassinado pela PM tucana do governo Jaime Lerner, no dia 2 de maio de 2000, quando um verdadeiro palco de guerra foi montado devido à proibição do acesso do MST à Curitiba na época.

Esse ato no Memorial Antônio Tavares, criado pelo grande Arquiteto e Companheiro Oscar Niemeyer, traz à memória as lutas do MST pela Reforma Agrária e por um mundo melhor mais justo e igualitário, bem como tem um grande poder simbólico para nos impulsionar a esse momento de resistência e luta contra a retirada de diretos da Classe Trabalhadora e criminalização dos Movimentos Sociais.

“Se o campo e a cidade de unir, a burguesia não vai resistir”!

 

Momentos mágicos, no histórico dia 10/05/17, em Defesa do Melhor e Próximo Presidente do Brasil, LULA, que está sendo perseguido pelo Moro, juiz tucano e lacaio do imperialismo Norte Americano.

 

 

Petrobras muda discurso e deixa de negar venda da refinaria Landulpho Alves

Por Metro 1

Desde o início do ano, muito se especula sobre a venda de 70% da refinaria Landulpho Alves, de propriedade da Petrobras, para a Total, francesa líder do ramo petrolífero. Só que, se até janeiro a Petrobras afirmava que “não procedia qualquer informação” sobre a venda da refinaria instalada em Madre de Deus — como fez à revista Valor Econômico —, quando questionada pela Metrópole, nesta segunda-feira (15), o discurso da estatal foi outro.

“Os projetos de desinvestimentos e parcerias estão sendo submetidos individualmente à Diretoria Executiva e, se aprovados, serão divulgados ao mercado”, disse em nota.

Presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, Deyvid Bacelar confirma a informação sobre a venda. Segundo ele, a mudança pode causar um aumento de demissões. “O plano de negócios novo da empresa coloca que as refinarias serão vendidas. Até o final de maio, Pedro Parente [presidente da Petrobras] anunciou que vai divulgar quais são as que estão sendo vendidas. Segundo informações que nós obtivemos de dentro da empresa, uma delas é a refinaria Landulpho Alves. Se a Petrobras perde o controle, há uma possibilidade de redução do efetivo. Como aconteceu no final da década de 1990, anos 2000, também de algumas pessoas serem demitidas”, disse.

Ainda segundo o presidente do Sindipetro, a categoria tenta evitar a venda. “Através de ações judiciais e por meio de uma greve que deve acontecer esse ano, sem dúvida alguma”, completou.

Petrobras é muito mais rentável que grandes petroleiras americanas

Fonte: Brasil 247 Autor: Cláudio da Costa Oliveira

No início de 2016, a agência de rating Moody’s rebaixou a classificação da petroleira americana Chevron de Aa1 para Aa2  e ao mesmo tempo manteve a classificação da Exxon, maior petroleira americana em AAA, ou seja, o nível máximo.

Em fevereiro de 2017, a mesma Moody’s elevou a classificação da Petrobras de B2 para B1, ainda fora da zona de “grau de investimento”.

Entre a classificação da Petrobras (B1) e da Chevron (Aa2), existem 11 níveis de diferença.

Para verificar a razoabilidade disso vamos analisar alguns dados financeiros auditados e publicados por estas empresas.

Começamos pela Geração Operacional de Caixa, que são os recursos que sobram depois de cobertos todos os custos e despesas e que podem ser utilizados para investimentos e/ou amortização de dívidas:

 

 

Fica claro que as grandes petroleiras americanas sofreram enormemente com a queda no preço do petróleo, o que não ocorreu com a Petrobras, que não tem suas receitas vinculadas ao preço internacional do barril, e mantém a geração de caixa estável durante todo o período analisado.

Se olharmos a receita de vendas destas empresa em 2016 teremos Chevron US$ 110,2 bilhões, Exxon US$ 226.1 bilhões e Petrobras US$ 81,4 bilhões.

Dividindo a geração operacional  pela receita de vendas nós teremos  a rentabilidade financeira de cada uma : Chevron 11,7%, Exxon 9,7 % e Petrobras 32,1%.

Portanto a Petrobras é 3 vezes mais rentável que as grandes petroleiras americanas.

Agora vamos verificar a capacidade destas empresas para o cumprimento de seus compromissos de curto prazo (um ano). Isto é verificado pela liquidez corrente, que é a divisão do ativo corrente pelo passivo corrente:

 

 

 

De longe a Petrobras é a empresa mais tranquila para o cumprimento de seus compromissos nos curto prazo. Para cada US$ 1 que  tem a pagar, a empresa dispõe de US$ 1,8. Já Chevron e Exxon para cada US$ 1 que tem a pagar, dispõem de apenas US$ 0,9, No popular “estão vendendo o almoço para comprar a janta”

Vamos ver também o saldo de caixa de cada empresa ao final de cada ano:

 

 

 

A Petrobras sempre mantem um caixa mais elevado que o das grandes petroleiras americanas. De 2014 para cá a diferença é gritante.

Olhando o quadro de Usos e Fontes do Plano de Negócios e Gestão – PNG 2017-2021 da Petrobras, mostrado a seguir, podemos verificar que se a Petrobras mantivesse um saldo de caixa no mesmo nível da maior petroleira americana, a Exxon, não seria necessário vender nenhuma ativo, bastaria utilizar o caixa existente, para atingir a absurda meta de alavancagem de 2,5 , que é o principal e ridículo objetivo do novo PNG.

 

 

 

Fica evidente que a venda de ativos da Petrobras atende a interesses ainda não claramente explicitados. Quais forças estão atuando para levar o presidente da empresa Pedro Parente, a mentir escandalosamente dizendo que se não vender ativos vai precisar de aportes do Tesouro?

È sempre bom lembrar o artigo escrito pelo Carlos Alberto Sardenberg no final de abril de 2016 no qual ele afirma: “Quebraram a estatal, só não fez um acordo judicial porque é uma estatal, mas vai precisar de aportes do governo para sobreviver”.

Pois bem, 2016 terminou, não houve acordo judicial e muito menos aporte do tesouro, pelo contrário, a Petrobras reduziu sua dívida em US$ 8 bilhões, e, por imposição do governo, adiantou R$ 20 bilhões ( US$ 6 bilhões) para aliviar o caixa do BNDES. Mesmo assim a companhia terminou o ano com um caixa de US$ 21,20 bilhões como visto acima.

Carlos Alberto Sardenberg não se retratou. Denegriu o nome da empresa, distorceu a opinião pública e ficou tudo por isto mesmo.

Quem sustenta toda esta campanha sórdida? Quem está lucrando com isto? Uma nova Lava Jato seria muito pouco para apurar tudo que a Petrobras e o Brasil estão perdendo com este projeto lesa-pátria. A nação precisa reagir imediatamente.

Sindipetro-BA denuncia venda de segunda maior refinaria da Petrobras a multinacionais

Confira também a entrevista com Deyvid Bacelar, que detalha informações obtidas de fontes consideradas seguras pelo Sindipetro-BA

Por: Marcello Bernardo, de Duque de Caxias, RJ

De acordo com fontes ligadas aos diretores do Sindipetro Bahia (Sindicato dos Petroleiros), a Petrobras vendeu uma fatia de 70% da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para uma multinacional  petrolífera. Segundo a Petrobras, a RLAM, localizada na Bahia, foi a primeira refinaria nacional de petróleo, criada em 1950, onde são refinados cerca de 31 tipos de derivados de Petróleo. A Refinaria tem como matéria prima o Petróleo, que o transforma em derivados como Gasolina, Diesel, GLP, dentre outros. Emprega mais de dois mil trabalhadores, entre concursados da Petrobras e petroleiros terceirizados. No ano de 2016, produziu cerca de 13,5 bilhões de litros em derivados de petróleo. 

Para dar um exemplo de sua rentabilidade, dessa quantidade de derivado, a RLAM produziu cerca de 4,7 bilhões de litros de Óleo Diesel, em 2016. Para se ter uma ideia dessa produção, considerando o preço de R$ 3 por litro, e a participação da Petrobras em 51%, só o Óleo Diesel gera um faturamento bruto de R$ 7,191 bilhões.

Diante dessa importância, a venda da RLAM seria uma grande perda para o país. As riquezas produzida pelas refinarias da Petrobras, em especial a RLAM que é a segunda maior, é ainda de alguma forma revertida para o povo brasileiro.

O que os petroleiros e petroleiras devem fazer é se organizarem para impedir esse retrocesso.Serão centenas de empregos perdidos, e um brutal ataque aos diretos caso a RLAM seja privatizada. Nesse momento, é importante que as duas federações de petroleiros, FUP e FNP, e todos os Sindipetros se unam para organizar a luta de resistência.

Deyvid é coordenador geral do Sindipetro-BA Foto: Sindipetro-BA

Deyvid é coordenador geral do Sindipetro-BA Foto: Sindipetro-BA

Confira, abaixo, a transcrição da entrevista que fizemos com Deyvid Bacelar, Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, representante da CUT/CNQ/FUP na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz)e ex- Representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras (2016):

Esquerda Online (EO) – O Sindipetro Bahia divulgou uma nota sobre uma possível venda da RLAM – Refinaria Landulpho Alves, localizada na Bahia. Pode nos dizer mais sobre essa informação?

Deyvid Bacelar (DB) – Para responder esta pergunta vou fazer só uma retrospectiva pequena com relação às divulgações feitas por mim e por sites e blogs também, que trouxeram informações a respeito desses projetos, principalmente relacionados ao Refino. Então, lembro-me aqui quando estava no Conselho de Administração [da Petrobras] (essa matéria está no meu blog [http://www.deyvidbacelar.com.br/], se quiser pode dar uma pesquisada) eu falei sobre esses projetos de desinvestimento que a empresa já começou a divulgar por conta do seu novo plano de negócios e gestão, ou seja, a privatização e venda de uma série de ativos, e também de algumas parcerias. Na época, citei isso no blog e em assembleias. Havia pretensão sim de um determinado projeto de desinvestimentos. Ele abarcar as refinarias e, como foi dito naquele ano, 2015, estamos falando dois anos atrás, havia a possibilidade de se constituir um modelo diferenciado de privatização daquele modelo que foi feito lá atrás nos anos 2000/2001 na privatização da REFAP. Não seria mais apenas uma refinaria, mas talvez um pool de refinarias e também com seus sistemas logísticos. Isso foi divulgado lá em 2015.

Depois disso, lembro de várias matérias, inúmeras, da Reuters, da Infomoney, Estado de SP, Folha de SP, divulgando alguns desses projetos, mas de forma mais especifica, detalhada. Em 2016, eu já não estava mais no Conselho [de Administração da Petrobras], infelizmente, os trabalhadores perderam essa vaga e o acesso às informações tão importantes que são estratégicas e nos ajudavam a planejarmos as nossas ações de forma antecipada. Então, eu não estava mais lá. Mas, as pessoas que escreveram, lembro aqui uma matéria boa da Brasil Energia. Não era Marta Rodrigues, que é a Reuters, acho que é Claudia, ela escreve uma matéria que detalha esses projetos. Ela cita lá, segundo informações que ela conseguiu de fontes que ela sempre pesquisa. E temos vários jornalistas que pesquisam sobre essa área de Energia de Petróleo e Gás. Tem sim essas fontes dentro da própria empresa. Ela levantou que não seriam mais vendidas as refinarias, mas sim os mercados. As refinarias com seus sistemas logísticos e seus terminais e dutovias, para que o investidor visse uma atratividade no negócio, e pudesse entrar nesse negócio, para ter acesso também aos mercados.

Então, em matérias que foram divulgadas em 2016, a gente lembra aqui da REDUC e REGAP junto com o projeto do COMPERJ, que está parado com mais de 80% das obras conclusas, mas o investidor que iria colocar o dinheiro ali também iria entrar nesse mercado do Rio de Janeiro, do Sudeste, na verdade. Com a REDUC e com a REGAP. Ela cita também da REPAR e da REFAP, o mercado do Sul do país, da mesma forma com os terminarias do Sul e sua logística. E a Refinaria Abreu e Lima – RNEST e a RLAM. A RNEST está com o trem dois com mais de 80% concluído. O investidor viria ficaria com a RNEST e com a RLAM. E o investidor ficaria com todo o mercado do norte e nordeste do Brasil. As informações mais recentes, final 2016 e inicio de 2017 foram também divulgadas em relatos do próprio diretor Celestino, diretor do antigo Abastecimento, hoje Refino e Gás Natural, onde ele coloca claramente que tem sim ativos do refino que estão sendo colocados à venda. E isso foi colocado naquele congresso internacional de óleo e gás que foi feito no Rio de Janeiro.

E por fim, aquela apresentação do Pedro Parente na OTC onde ele apresenta todas as refinarias do Brasil, da Petrobras no Brasil e no mundo também, e colocando essas refinarias à disposição do mercado internacional. Então, esse histórico é importante, pois isso vem sendo maturado há algum tempo. Quando nós resolvemos fazer essa divulgação agora, é porque temos esse histórico, e por que eu vi essas informações lá no Conselho de Administração na época, em 2015. E agora esse ano tivemos conversas com algumas pessoas, foram três gerentes, que óbvio a gente não vai dizer o nome. Gerentes que esboçaram grandes preocupações e que colocaram que tiveram algumas informações de que aquelas refinarias que o Pedro Parente anunciou que ia divulgar em duas semanas, ou seja, até o final do mês de maio, novos ativos que iam ser vendidos dentre eles os do refino, estariam dentre eles a RLAM e a RNEST junto com seus terminais logísticos, conforme tinha dito também o Celestino e conforme foi exposto nessas matérias que eu relatei.

Por isso, nós divulgamos, porque a ideia é alertar a categoria e a sociedade brasileira sobre o que estão fazendo. Estão, de fato, entregando o patrimônio público e brasileiro e isso tem diversas repercussões para a categoria petroleira e para o povo brasileiro em matéria de abastecimento no mercado interno. Em matéria de preço dos derivados do Petróleo também aqui no Brasil. Também por conta disso que nós fizemos essa divulgação, deixando muito claro que essas informações que nós divulgamos vieram dessas três fontes, três gerentes que nós não temos como ficar aqui divulgando o nome. Então, é sim uma informação verdadeira que esse processo de venda está em pleno andamento, a privatização está em pleno andamento, e nós estamos falando sobre isso desde 2015. Não quero dizer que ela está vendida agora, o processo está a pleno vapor, andando muito rápido, e da forma como colocaram está praticamente vendida, faltando apenas a divulgação de como está o processo de negociação pela empresa que, segundo as informações do Pedro Parente, vários ativos serão divulgados agora até o final do mês de maio.

EO – Qual a importância da Refinaria para os trabalhadores e economia local e nacional?

DB – É bom lembrar que a RLAM lá em Mataripe, ela é a primeira Refinaria da Petrobras no Brasil, inclusive ela é anterior à própria Petrobras. Ela era uma refinaria do Conselho Nacional do Petróleo, construída no finalzinho da década de 40, e veio entrar em operação em 1950. A Petrobras foi criada em 1953. A Refinaria tem uma importância histórica muito grande para o estado da Bahia, porque além desse poder simbólico de ser um patrimônio público brasileiro, ela alavancou a indústria não somente na Bahia, mas em todo o Nordeste. Nós estamos falando da refinaria que foi construída na década de 50 e que propiciou o desenvolvimento industrial no Estado da Bahia ao ponto de depois termos a implementação do pólo petroquímico de Camaçari, que recebe insumos justamente da RLAM.

Estamos falando de uma refinaria que é a maior empresa do Estado da Bahia, que é a maior empresa do nordeste do Brasil, que contribui com quase 27% do ICMS que todo o estado recolhe, ou seja, do ICMS que o governo baiano recolhe de todo estado da Bahia 27% é oriundo da RLAM. Estamos falando de uma refinaria que tá ali no Reconcavo Baiano, em São Francisco do Conde, e que tem cidades circunvizinhas como Candeias, Madre de Deus, São Sebastião do Passé, que faz a atividade econômica local. Ela tem um impulsionamento por conta dos impostos que são gerados, principalmente para São Francisco do Conde, é uma cidade que tem uma das maiores rendas per capitas do Brasil, pois a Refinaria está ali instalada. Importante, porque ela gera emprego e renda localmente.

Tínhamos em 2014 cerca de 1400 empregados próprios Petrobras, alguns moram na região, e com certeza a remuneração que a pessoa recebe gera riqueza local também, o que ela consome, porque ela adquire produtos e serviços nesses municípios. Mas não só empregados próprios. Na ampliação da Refinaria, com as unidades novas HDT e HDS [tratamento de poluentes do diesel e gasolina], nós chegamos a ter um pico de dez mil trabalhadores terceirizados ali naquela região. Então, imagina isso para aqueles municípios ali do entorno, em matéria de geração de emprego e renda, e desenvolvimento localmente. Hoje, mesmo com a redução brusca de cerca de 1400 para cerca de 800 de empregados próprios e poucos empregados terceirizados, em média de 1500, mesmo assim tem um impacto significativo.

É uma empresa importantíssima não somente ali para a região do Recôncavo Baiano, região metropolitano de Salvador, mas também para a Bahia e para o Brasil. Essa Refinaria tem uma carga processada de aproximadamente 40.000 m3 por dia. Ela abastece não só o Estado da Bahia, mas também o Nordeste do país. Junto com a RNEST abastece parte do Norte do país e uma parte do Sudeste, pegando aqui o Norte de Minas Gerais. Então, é um ativo, um patrimônio importantíssimo para o povo brasileiro e para o estado brasileiro. Porque, vamos supor, uma refinaria como essa junto com a RNEST privatizadas com certeza absoluta o investidor, e ainda mais se vier com o percentual acionário que foi sinalizado pelo gerente que nós conversamos, perdendo o controle acionário da empresa, a gestão sendo da empresa privada, a repercussão disso é devastadora. Temos que lembrar que a política de preço aqui no Brasil mudou, com o golpe que aconteceu no país e a mudança da gestão entreguista e privatista da empresa (Petrobras). Então, ela é de suma importância tanto localmente, quanto nacionalmente.

EO – Quais ações o sindicato está planejando sobre essa venda?

DB – Sobre as ações do sindicato, para tentar barrar essa venda/privatização da Refinaria, temos ações imediatas e mediatas. Começando pelas imediatas. Essa semana, já a partir de domingo, nós iniciaremos setoriais (assembleias) com todas as turmas do turno e administrativo da refinaria e também do Terminal de Madre de Deus ,para falar de dois temas que estão muito inter-relacionados. Primeiro, sobre a redução de efetivo nas unidades de processo que a qualquer momento pode ser iniciado e também sobre a privatização/venda das refinarias. Então, a gente vai estar esclarecendo [sic] essas informações. E para mobilizarmos a nossa categoria para o enfrentamento que precisaremos fazer em âmbito nacional em algum momento. Nas setoriais, buscaremos pegar as impressões dos companheiros e companheiras para que possamos levá-las ao conselho deliberativo da FUP que está marcado para o dia 23 de maio, conselho este que estará reunindo os 13 sindicatos filiados e a diretoria da Federação. E lá, esses dois temas também serão abordados, questão da redução do efetivo e questão das refinarias, que estão inter-relacionados. Porque esse processo de redução de efetivo a gente já viu e já conhece de alguma maneira como isso se deu na década de 90, que é praticamente um preparatório para as privatizações que viriam.

Isso será abordado, e esperamos que consigamos tirar algumas ações coletivas, digo de todos os sindicatos em âmbito nacional contra isso que está acontecendo. Além disso, temos ações judiciais e ações políticas, que estamos tomando. Com relação às ações judiciais, já mantivemos contato com alguns advogados especialistas com direito econômico e alguns dos melhores do Brasil onde nós estaremos reunidos com eles no dia 22 de maio, para que nós nos preparemos para impetrar ações que possam barrar a venda não só das refinarias, mas de outros ativos que estão colocados a disposição da iniciativa privada. Essa reunião a gente vai estar divulgando [sic] com força. E, por fim, as ações políticas.

Desde ontem, estamos em contato com deputados e deputadas federais lá da Bahia. Conseguimos falar com os 6, e eles ficaram perplexos com essa informação e com a velocidade da ação e dos entreguistas que estão na direção da empresa e do capital que quer abocanhar o nosso patrimônio. E ficaram de construir as denúncias e talvez a constituição de uma CPI para investigar essas vendas que a gestão da empresa tem feito a preços bem menores do que valem cada um desses ativos. Essas ações políticas esperamos que tenha uma repercussão nacional no sentido de mobilizar a sociedade e pedir o apoio para o que está acontecendo. E, além disso, pedimos o apoio para termos uma reunião com o Governador Rui Costa [PT], da Bahia, para que ele saiba o que está acontecendo, porque é praticamente a retirada da Petrobras de nosso Estado. Estado em que a Petrobras nasceu, o primeiro poço de petróleo comercial foi descoberto na Bahia, descoberto também o primeiro poço lá em 1938 em Lobato, primeira refinaria da Petrobras é lá na Bahia. E não podemos permitir que onde nasceu a Petrobras, tenhamos a Petrobras saindo desse Estado. O Governador, a gente espera que ele possa estar conosco nessa luta e esperamos essa sinalização através de uma reunião.

Então, esses conjuntos de ações que obviamente não podemos colocar em prática sozinhos, mas acreditamos que podemos sim barrar. Isso foi possível em 1995, quando a categoria petroleira, junto a outros movimentos sociais, conseguiu barrar a privatização total do sistema Petrobras. Mais uma vez a categoria é chamada, provocada, a uma grande greve que eu particularmente eu não não tenho dúvida que vai acontecer nesse ano de 2017 por conta não somente da retirada de direitos que tá posta já pela nova gestão que vai querer reduzir nosso Acordo Coletivo de Trabalho, mas principalmente por conta da privatização do desmonte e fatiamento dos sistema Petrobras.

Feliz dia das mães companheiras

Desejo à todas as companheiras, amigas, a minha mãe…
Desejo à todas um excelente dia das mães.

Faço minhas as palavras da escritora Marion C. Garrett, o amor de uma mãe é o combustível que faz um ser humano conseguir o impossível.

Podemos tudo, podemos muito, com fé na luta e amor no coração!

Feliz dia das mães companheiras!

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