O nosso “Fetecê” está ameaçado

Os feirenses estão prestes a perder  um dos seus mais importantes patrimônios, o FEIRA TÊNIS CLUBE. Atualmente ele está  desativado e  segundo informações, uma parte da sede é utilizada como estacionamento privado.

Fundado em 1944, o clube se destacou como uma das  melhores instituições sociais, culturais e esportivas da Bahia. Naquela época o Fetecê recebia grandes artistas brasileiros, como  as cantoras Maysa (1960), Clara Nunes (1976) e Emilinha Borba (1976).

Está localizado em uma renomada área da cidade e se tornou um complexo de lazer e cultura, oferecendo uma infraestrutura completa de serviços.

Foi no Feira Tênis Clube que nasceu Os Jogos Abertos do Interior, a competição mais importante para o desenvolvimento do esporte amador do Estado da Bahia.

Por tudo isso, não podemos deixar que esse patrimônio seja derrubado e esquecido. Convidamos todos os feirenses amantes do esporte, da arte e do lazer para juntos evitarmos esse absurdo e propormos uma ação popular para transformar o Feira Tênis Clube em um patrimônio municipal.

A política da conselheira Betânia

Na sua campanha para o Conselho de Administração (CA) da Petrobrás, a colaboradora – veja bem o termo – Betânia, surfando na onda de despolitização que atingiu o país principalmente após a eclosão da operação Lava-Jato, colocou-se como uma candidata; (i) desprovida de interesses políticos e (ii) com as competências necessárias para assumir o posto de representante dos trabalhadores no CA.

 

Não poderia ser mais desastroso. O aparente caráter despolitizado da atuação da atual conselheira, na realidade, omite duas formas modernas de inserção dos cidadãos nos espaços públicos: (i) o interesse pela micropolítica e; (ii) exacerbação do individualismo.

 

Sobre o primeiro ponto, não é preciso nenhuma análise mais refinada para entender tal fenômeno. Refere-se, simplesmente, a uma troca de interesses que, utiliza-se de uma parcela significativa da sociedade, para atender interesses de pequenos grupos, geralmente fora da institucionalidade política mais formal. Esse ponto é importante, pois traz a tona um elemento novo nos casos de corrupção recentes do Brasil: além dos casos clássicos que envolvem partidos políticos/empresas/estado num sistema de retroalimentação de poder, observou-se casos importantes que meia dúzias de executivos – público e privado – se articularam, utilizando sua ampla legitimidade perante a sociedade e ao estado, para atender interesses estritamente particulares. A utilização da micropolítica como instrumento de exercício do poder não ocorre apenas com finalidade corruptora, mas também para o simples atendimento de interesses comuns desse grupo minoritário. No caso do grupo que ocupa o assento dos representantes dos trabalhadores atualmente, existiam dois interesses fortemente convergentes. Primeiro, a eliminação de participação do movimento sindical organizado nos espaços formais de tomada de decisão da empresa. Segundo, interesse de promoção e ascensão profissional dos candidatos ao conselho. Aproveitando-se da conjuntura política conturbada e o forte ataque que existiam as organizações formais da política (partidos, sindicatos etc.), o grupo minoritário obteve o espaço necessário para “convencer” parte relevante da massa trabalhadora de sua plataforma eleitoral “nobre e quase genuína” totalmente desprovida de politização. Resultado: por um lado, promoção para a atual conselheira e, por outro, uma voz dissonante a menos, aliás, um membro a mais para balançar a cabeça positivamente às ações da atual gestão.

 

E é a partir dessa última afirmação, que cabe analisar o segundo fenômeno. A exacerbação do individualismo é o que permite a utilização do instrumento da micropolítica sem grandes solavancos e perturbações. Aqui vale a pena resgatar o filósofo Nietzsche sobre os valores que caracterizam a sociedade moderna: é a vontade do poder que permite ao indivíduo se desenvolver e atingir seu maior potencial, colocando na posição de ser superior, acima da massa.

 

Essa nova base que assenta os valores sociais permite que um indivíduo que faça parte de um determinado grupo, rejeite suas convicções assim que ascender a uma condição superior, em tese, por esforço próprio. Essa desconexão permite e legitima que o discurso de tal indivíduo contrarie a massa que ele faz parte. E esse é exatamente o caso da colaboradora Betânia.

 

Ao dizer que parcerias fazem bem para empresa, que são necessários outros olhos para acompanhar a gestão etc., ela expressa pura e simplesmente a convicção dela e de seu grupo, desconectando-se da grande massa que ela representa.

 

É evidente que a atual representante tem a legitimidade formal de estar representando os trabalhadores da Petrobrás. O fato é que sua eleição se assenta num processo frágil de representação pautada numa atuação exacerbada nas suas convicções e no interesse de seu grupo político. Exemplo disso é que a atual representante não discute com nenhum representado suas decisões dentro do conselho e, seu discurso é sustentado apenas por visões individuais e de sua micropolítica. É simbólico que vários ativos sejam vendidos sem nenhuma observação da conselheira apesar da indignação de milhares de trabalhadores. É a micropolítica se sobrepondo à macropolítica, é o interesse individual se sobrepondo ao coletivo.

 

Que fique de lição para todos trabalhadores: a omissão e a ausência da disputa pela atuação nos espaços públicos tem efeito desastroso. A massa acaba ficando refém de pequenos grupos e de seus interesses. Ou será que algum deles perderão seus empregos com a privatização da Petrobrás?

A ELEIÇÃO DA PETROS JÁ COMEÇOU


Todos @s participantes da ativa, aposentad@s e pensionistas podem e devem escolher seus representantes, pois o que está em jogo é o presente e o futuro do fundo de pensão da categoria.

“FORA TEMER LEVA MAIS DE 100 MIL PESSOAS AO FAROL DA BARRA”

Veja o recado de Deyvid na manifestação Fora Temer

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